Manifesto Novo 25


Portugal é mesmo pequenino. Levamos com elas e ainda votamos para levar com mais…
O nosso vinho é dos melhores do mundo. Mas preferimos cerveja.
Vemos a nossa água, a nossa electricidade, as estradas, etc. a serem privatizados; tudo porque não temos dinheiro, aquele que pedimos emprestado a juros altíssimos, a quem o imprime a custo zero…
Somos país cobaia para as maiores atrocidades económicas e vamos ver isso ser continuado por qualquer um dos partidos (centrais) que controlam a política nacional.
Aceitam, com pouca ou nada resistência, os comandos dos bancos, das comissões europeias e dos investidores estrangeiros, embora ouçam muito pouco a voz do povo.

Mas já estamos cansados de lutar e gostamos demasiado de futebol.
Preferimos as piadas ou não piadas do Nilton e as figuras absurdas que os habitantes da Casa do Segredos fazem e o que interessa é que no final do mês não sejamos nós a pedir na rua…
Mas é bem provável que sejamos em breve, ou isso, ou emigramos e limpamos as lágrimas por um país não à beira mar, mas à beira do precipício.
Mas venha lá o novo primeiro, ou fique lá o mesmo, juntamente com o língua de prata do Portas que só quer uns quantos votos para depois ter o poder todo. Chama-se leverage, e sem ele não há maioria para ninguém.
Mas o que interessa é a mãozinha, ou os laranjas, ou quem der mais máquinas de lavar roupa no final das eleições…
Pior ainda são os soldados e os polícias que têm que pagar as próprias balas e uniformes e mesmo assim marcham contra as manifestações. E ainda por cima temos mais generais do que os Estados Unidos da América com poder sobre o botão vermelho da guerra.
E os que morrem foram sempre uns senhores, ou os ruins duram mais tempo. Estou a falar de ti Cavaco, que bem que podias cair duma cadeira como o outro. País pequeno cheio de gente pequena.
Volto com medo, muito medo.
Gostava de voltar, pelo menos para um pais de grandes.
Vamos lá lutar, vamos lá mostrar que ainda nos interessamos. Vamos aparecer e lutar com uma vontade feroz.
Mas sejamos civilizados, externamente pacíficos, internamente bárbaros.
O Ministério apela a uma manifestação pacífica e espontânea. Apela aos jovens desempregados, aos idosos sem pensões, aos que vivem de recibos verdes, de salários mínimos sem esperança no futuro. Vamos lá combater os que acham que este país só tem uma direcção e vamos mostrar que há alternativas, que ainda há gente com capacidade e vontade.


 

Imagem de destaque por Henrique Matos via Wiki Commons

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