Star Wars Into Darkness


Depois de ver o behind the scenes exibido na Comic-Con de San Diego, a seguinte questão ficou a morder-me a parte de trás do cerebelo: será que os efeitos especiais práticos vão ser o novo CGI?

A julgar pelo alarido que está a ser feito à volta do facto do realizador, JJ “Into Darkness” Abrams, estar decidido a preterir os efeitos especiais digitais em prol dos físicos (maquetes, marionetas animatrónicas, construção de sets reais…), só posso pensar que sim. Que os efeitos especiais práticos, como o CGI e o 3D antes deles, são uma tendência criada não para melhor contar uma história, mas para atrair algum público extra pela novidade. Com a particularidade de, no caso dos efeitos especiais práticos, a novidade ter quase tantos anos como a história do cinema.

Que os blockbusters de Hollywood estejam dispostos a fazer a transição para os efeitos especiais práticos, parece-me indiscutivelmente positivo. Revela, pelo menos, que o público começa a ficar saturado do tipo de salgalhada nauseante que o Michael Bay excreta. Ou, no mínimo, é uma resposta ao uso indiscriminado (e frequentemente excessivo) do CGI nas prequelas.

Alguém disse "Yoda saltitante"?

Alguém disse “Yoda saltitante”?

Chamem-me cínico, mas por mais que aprecie o gesto não posso deixar de pensar que se trata de uma manobra de marketing. Esqueçamos por um momento que a Disney vai passar os próximos anos a rapinar os restos de uma coisa parida há mais de 40. Não é tanto uma questão de se irão ser filmes bons (só poderão ser infinitamente melhores que as sonambulescas prequelas), mas se serão os melhores filmes possíveis com o material disponível. Se têm mesmo, impreterivelmente, forçosamente, obrigatoriamente, que expandir a filmografia do universo “Star Wars”, não o poderiam fazer sem ir repescar personagens, uns principais e outros nem tanto, da trilogia original? Não seria possível fazê-lo com material completamente novo, dentro do universo criado originalmente por George “I Am The Walrus” Lucas? Não se poderia fazer uma nova série de filmes que não vivesse fortemente (é essa a minha suspeita) do piscar de olhos nostálgico ao passado?

Um dado revelador: o realizador do “Jurassic World” (outro olhar nostálgico para o passado) esteve na mesa para realizar o terceiro filme desta nova série.

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